domingo, 30 de outubro de 2011

Areia, amor e sapatos


Areia é uma coisa interessante. A maioria de nós habita imóveis que contem areia em sua composição, e muitos de nós adoram se deitar na areia da paria. Há areia varrendo cidades, impulsionada pela força da natureza, e há areia presa na sola do seu sapato direito. Do esquerdo também.

Mas... já parou para pensar que essa tal areia nem sempre teve essa forma? Pois é, provavelmente ela fez parte de um grão maior, alguma rocha que testemunhou mais fatos históricos que o Oscar Niemeyer. Engraçado é o fato de o próprio Oscar ter encontrado muitos usos para o farelo de pedra.

Isso me leva a pensar que só se constrói algo a partir de alguma destruição. A sua casa já foi pedra, antes de ser tijolo. Um livro já foi árvore. Essa parece ser uma verdade que alcança quase todos os cenários da nossa existência, indo de encontro com o velho ditado que diz que "Nada se cria".

Normalmente nós tomamos posse dos destroços alheios e "criamos" novas coisas. Reordenamos o caos em nome de coisas que nos parecem úteis, ou que nos fazem sentido. A verdade é que precisamos das sentido ao mundo, para nos distrairmos de nossos próprios cacos.

Me pediram para falar de amor

Amor é areia. Antes de explodir, era amizade, interesse ou mesmo implicância. Era algo que se quebrou, deixou de ser... virou areia. Amor não tem forma: Ela é soprado pelo vento, e cobre o chão do mundo. Está preso na sola do seu sapato direto. Do esquerdo também.

Quando o amor encontra seu arquiteto, de um tipo diferente do Niemeyer (Que também ama, ou amou), ele ganha forma: Vira bloco, vira tijolo. Ergue paredes e telhado, forra o chão da praia onde você acaba se deitando.

Areia o vento leva

Nem toda areia ganha ordem nos padrões humanos, digamos assim. Areia o vento leva, a água espalha. Areia no seu sapato direito é varrida para fora de casa, posta em sacos plásticos e enviada para longe. A do esquerdo também.

Algumas pessoas ficam sozinhas com sua areia: Colocam em garrafinhas e fazem belos desenhos coloridos.  A areia fica na estante, onde alguém olha e diz "Que bonito", mas depois vai embora. Areia em garrafinhas não abriga corações, é represa de si mesma, pois a garrafinha de vidro era areia.

Amor nasce do caos

Aquela pedra enorme não é amor. Ela não se desloca, ela derruba quem a tenta escalar. A pedra cheia de limo, acariciada pelo vento, é peso e obstáculo, é ruído e perigo iminente, mas não é amor. Amor será, ou seria, amor está contido na pedra.

O vento, a chuva, as forças "destrutivas" da natureza sabem disso, e assim martelam e criam areia, para que mão hábeis e corações solitários construam casas, construam amor. Mas... toda casa só é lar se alguém aceita morar nela. Todo amor só faz sentido se encontra portas abertas, se é aceito.

Casa a chuva derruba, se não houver vida nela. Amor fica na garrafinha, se ninguém o bebe. Imóveis feitos em pedras, amor que empedra. Tudo volta ao inicio: Vento e chuva. Caos. Por isso tantos corações partidos: Só com os cacos é possível recriar.

Criando o caos na base da martelada

Quebre sua pedra. Dê sucessivas marretadas e se livre desse peso. Aquela pedra enorme não é amor, te disse isso alguns parágrafos atrás. Se quer construir amor, seu futuro lar, precisa de areia. Se livre das garrafinhas. Jogue areia ao vento e deixe que ela se grude no supracitado sapato direito de alguém. Do esquerdo também.

Se não fizer isso, vai parecer o Fred Flintstone morando num pedregulho.

sábado, 22 de outubro de 2011

Por Alguns Goles de Paz


Alguém veio me falar sobre "Paz". Isso me deixou pensativo, como fazem as sementes de ideias. Aqui sentando, ouvindo Foo Fighters e bebendo Coca-cola, penso sobre a tal paz. Ouvir "Another Round" em sua versão acústica parece "Paz" para mim.

Há conflito. Dentro do meu coração, dentro do seu. Sempre existe um sentimento latente, um pensamento inquieto, algo que não te deixa dormir bem, algo que desperta em cada voz que ouve.

Penso numa canção da banda "O Rappa", banda da qual confesso não ser grande Fã. Em algum canto dela, Marcelo Falcão diz: "A paz que eu não quero". Sabedoria, meus amigos.

A verdade é que muitos de nós não querem paz. Querem alimentar pequenos angustias, grandes saudades, amores e outras coisas. Tudo isso nós dá uma sensação única de existir, e livrar-se de tudo isso parece propor um vazio, uma inexistência... paz?

Se eu não penso em você, durmo em "paz", mas te perco. Sem essa angustia, essa ansiedade, me distancio da ideia que faço de você, e afasto de você a chance de saber quem sou de verdade. Sem essa inquietação eu fico em casa, e em breve não terei paz.

Qual o equilíbrio disso? Afinal quais conflitos não são tão bélicos quanto penso? Temos centenas de escolhas a fazer, e diversos cenários improváveis para pintar.

"Can you go another round? I will follow you down and out"

Silêncio, dentro e fora. "Tentação de existir", diria o nobre Lobão. Minha amiga diz que há mais pessoas pedindo Coca-cola do que paz, de certo ela parafraseou alguém. Enquanto encho meu copo com o supracitado refrigerante, penso nisso. Parece ser verdade, não? Mas... Para algumas pessoas beber algo gelado, sentado numa mesa sozinho, representa paz. 

Não vou debater conflitos entre nações, entende? Sei que discuto um microcosmo, totalmente pessoal, mas é disso que se trata. É disso que trato.  O Mundo lá fora é um caos, e se eu não estiver equilibrado não vou ser de grande ajuda para a África ou para os que tem fome e sede.

E você? Seu coração busca respostas, eu sei. Pede por silêncio, pede por ordem e entendimento. 

Aceita Coca-cola?

sábado, 15 de outubro de 2011

Só Parando é Que Me Moverei


Você já parou? Isso mesmo, quero saber se alguma vez na vida você ficou parado. Vivemos correndo para todas as direções, pensando e sentindo todo o tipo de coisas. Você ama e odeia, sente saudades e repulsas. Se preocupa com dinheiro, com saúde e com a solidão. Então eu pergunto novamente: Você já parou?

Resolvi parar, neste momento. Quantas vezes você prestou atenção na própria respiração? Pois é, o ar entra e é expulso, como que por mágica, não? Você nunca se lembra de respirar, mas respira. Se não respira tenho medo de você.

Parado aqui eu me percebo. Consigo olhar para cada coisa que me importa, e deste ponto de vista nada parece tão forte ou vital. Percebo minha tristeza e em suas raízes encontro certa futilidade. Aquele insulto, aquela falha, aquela despedida... Nada parece tão complicado, quando se observa com calma, assim, parado. Tudo o que foi realmente deveria pesar no dia de hoje?

Olhando para as alegrias, descubro que elas não duram tanto quanto as mágoas. Por quê? Uma lágrima e um sorriso sincero deveriam ter o mesmo peso na memória, mas não deveriam ter tanto peso no dia de hoje, quanto o café da manhã.

Hoje eu resolvi enxergar as coisas como são, e não como foram, deveriam ter sido ou como deveriam ser. Me olhando no espelho vejo que nada do que me foi dito, bom ou mau, exala dos meus poros. Nós somos neutros, mas nos moldamos pelas escolhas que fazemos. Nós somos algemados por mesquinharias.

Eu quero! Eu preciso, eu mereço... Será? As vezes me percebo frustrado por ter a grama menos verde que meu vizinho. Às vezes penso tanto em como eu deveria ser, que me esqueço de ser qualquer coisa... e passo os dias assim, existindo em quanto matéria, mas sem ser humano.

Digressão para cutucar a solidão

Estar só é como um tipo de prisma. Conforme a luz bate, se reflete de uma maneira diferente. Solidão pode ser algo benéfico quando você precisa se encontrar, passar mais tempo dando atenção a si mesmo.

Solidão pode virar solitude, e nem o Lobão vai saber a hora de distinguir uma coisa da outra. Nessas horas você escreve textos sobre solidão. Ouve músicas e lê textos cheios de profundidade, se acha um pensador antigo.

Mas e quando percebe que a solidão deixou de ser opção? Ninguém quer viver sozinho, em um cantinho... E então vem a guerra. Sua alma pede companhia, e sua mente sem paz resolve agir em desespero. Tenta se agarrar aos brotos das plantas que surgem, que fracas pela pouca idade, se arrebentam. E então? Está perdido? Que tal parar um pouco, e olhar as coisas como são?

Vê com os olhos.

Pare. Percebe que não tem tanta coisa acontecendo? Percebe que está inteiro, respirando... sem crise? Pois é, você nunca para a ponto de se perceber,  a ponto de perceber quem tem a faca e o queijo na mão.

Aquela conta para pagar será paga, então não fique sofrendo por antecedência. Sim, você está cutucando aquela velha ferida, não está? Ela já sarou, perceba, só que você se apegou a ela. Você se apegou a dores que nem mesmo sentiu. Ainda. Preso assim ao risco futuro, nada faz. Não sai do lugar, e acaba visitando dores e alegrias que não deveriam causar tanto ruído nas suas decisões.

Deixa ir. Deixa tudo isso voltar para o lugar certo: Passado no passado, futuro lá na frente. Quem é você? Já notou que respira? Sente frio ou calor agora, sede e até vontade de comer chocolate.

Você ai, lendo e sentindo, coçando a nuca sem se preocupar com o que tem na bagagem... Esse é você de verdade. Te vi por um segundo, agora já voltou a sentir passado e futuro... Pare! Deixa tudo isso ir.

O ar que respiro agora causa uma sensação boa. A água tem uma textura ótima. Meu coração bate para bombear o sangue, o oxigênio chega ao meu cérebro e eu me sinto vivo. Estar vivo é uma sensação única, uma sensação que só pude experimentar quando parei de reparar no resto do mundo.

Agora eu olho meu sentimento, esse misto de paixão e fúria, esse misto de alegria, apreensão e saudade. Noto que nunca separei os meus sentimentos, sempre deixei tudo jorrar misturado. A quem devo amor entrego um "Mix", e o mesmo entrego a quem devo apenas respeito. Entro esse "Mix" de sentimentos para tudo ao meu redor, quando deveria entregar o que é devido a cada um de maneira particular. 

Parado aqui consigo perceber cada gota de sentimento, mas ainda é cedo para dizer que sei separar tudo. Só sei ser um, e como um eu ajo. A verdade é que não paro com freqüência, e não reparo com freqüência. A vida nos faz correr, quando não prestamos atenção nela. Estou treinando, errando e persistindo. Preciso parar de projetar nos outros a minha felicidade, e até minha tristeza.

Preciso deixar de escrever neste instante, pois não estou parado o suficiente. Parei.

sábado, 8 de outubro de 2011

Porque Me Sinto Como uma Banda Oitentista


Tenho produzido textos numa freqüência maior que a dos últimos meses. Nunca parei de escrever, mas com o passar do tempo os intervalos tem sido cada vez maiores, sem uma razão especifica... além do ócio.

Analisando meu próprio jeito de escrever, noto diferenças nada sutis no meu estilo. Antes havia uma paixão diferente nas minhas linhas, uma coisa que era jovial, havia uma dose alta de otimismo vinculada a uma dose generosa de tristeza. Eu via, e sentia, o mundo com outro coração. Outros olhos.

Comecei a escrever em busca de alguma cura, primeiro nos cadernos da faculdade, durante as aulas mesmo. Havia uma pressão dentro de mim, algo de criativo, mas que tirava alimento de um belo "Pé na bunda". É verdade! Comecei a escrever motivado pelo fim de um relacionamento. Clássico.

Não soube lidar com aquela perda... Até começar a escrever. Folhas e mais folhas dos meus cadernos, nas aulas de Contabilidade do finado Professor Osvaldo (Osvaldão, olhe por mim de onde estiver). O textos me ajudaram a cicatrizar o coração.

O Metallica era mais legal no inicio?

Alguém me disse que meus primeiros textos eram melhores. Em 2008 eu compus, numa tacada só, Kill 'Em All, Ride the Lightning e Master of Puppets. Mas conforme meu remédio funcionava, meu ritmo diminuía. Sabe quando você se sente melhor e diminui a dosagem dos remédios por conta própria?

A verdade é que eu gosto do Metallica mais recente. Black Album, Load e Reload. Aqueles caras podem não agradar a maioria, mas eu entendo as razões que levaram a banda a "Mudar". James Hetfield disse numa entrevista, que escrevia suas canções pela mesma razão que passei a alegar para defender meus textos: Ele escreve o que precisa escrever. O que tem no coração, seja amor ou raiva, seja alegria ou dor. Escreve sobre os próprios demônios, para vê-los exorcizados.  

James é o equivalente inglês para Tiago. Eu queria escrever as coisas que ele escreve. E eu queria tocar guitarra.

O que escrevo hoje?

Ainda escrevo sobre minha cicatriz. Ela dói no frio. Mas, escrevo sobre muitas coisas mais, pois me apaixonei outra vez. Me apaixonei pela escrita. Escrever e receber comentários é uma coisa viciante. Mais viciante é quando você descobre que fez bem para meia dúzia de pessoas. Quando alguém promove mudanças positivas na própria vida porque leu suas criações.

Escrever, assim como ler, é um prazer. Criar musicas e lotar estádios deve ser mil vezes melhor.

O Metallica só amadureceu

O Metallica não é mais composto por garotos de 19 anos. Eles agora são pais de familia, viajaram o mundo e escreveram mais de 100 canções. Não dá para escrever a mesma canção repetidas vezes (Só o AC/DC tem permissão divina para fazer isso). Cada experiência vivida acrescenta algo em nossas almas, e isso é refletido em nossas criações.

Eu já escrevi muitas coisas, já usei muitas referências, e hoje tenho medo de me repetir. Me vigio o tempo todo temendo reescrever um texto antigo. Os sentimentos adormecem dentro de nós, e temos de compreender o que deve compor as linhas, e o que deve esperar.

O Metallica sempre foi sincero

O que alguns fãs não perceberam é que o Metallica se manteve sincero. Nada ali foi composto por encomenda, nem das gravadoras e nem dos fãs. Eles sempre lançaram canções que refletem os sentimentos e ideias que os dominavam no momento da composição. Durmam com isso.

"What I've felt
What I've known
Turn the pages
Turn the stone
Behind the door
Should I open it for you?"

O Monocelha sempre foi sincero

Eu escrevi coisas legais. Escrevi coisas que me geraram frutos maravilhosos, escrevi coisas que me deixaram com cara de chorão, como se eu fosse um enorme Charlie Brown de carne e osso. Prometo continuar escrevendo com o mesmo improviso, sem saber se crio maravilhas ou sucata. Essa é a graça da criação.
'Cause I'm the one who waits for you... Or are you unforgiven too?

Pequeno Texto Escrito Pela Metade


Incondicional, aquele que não impõe condições. Sentimentos, atitudes e mais o que quer que seja. Fato é, no mundo egoísta em que vivemos, que o incondicional é visto com maus olhos. Como assim você é capaz de oferecer algo, sem querer nada em troca?

Que motivo eu te dei para que gostasse de mim? Talvez nenhum, talvez todos. Te ofertei minha verdade, composta de qualidades e defeitos. Não que houvesse planos de receber algo em troca, veja bem, só fui eu mesmo, sem letras miúdas. Verdade seja dita, não oferto isso a qualquer pessoa.

Então você me pergunta o que me faz gostar de você. Sei lá, talvez o jeito que você mexe nos cabelos? Ou o jeito que sorri quando pensa que não há olhos te observando. Talvez eu goste desse seu jeitinho de não me entender. O seu jeitinho de não ver sentido no que é incondicional.

Aquele que não impõe condições?

Será mesmo? Quando paro para me questionar, feito um maluco que fala sozinho, me coloco esta duvida. Deve ser insegurança, ou talvez seja aquela voz influenciada pelo meio em que vivemos, me dizendo que sou tão egoísta quanto o mundo que vejo na TV.

Não te peço nada em troca, mas não reclamo se receber. Acho que alimento um egoísmo velado, que leva ao ciúmes e à ruína. John Lennon entenderia. He was just a jealous guy.

Quem é mais sentimental que eu?

Quando me pego pensando e sentindo, achando ser incondicional, me flagro carente. Talvez eu não seja tão nobre, ou talvez simplesmente não seja tão auto-suficiente. Gostar de algo é igual a desejar algo. Gostar de alguém, é querer alguém. Um abraço, um beijo. Um sorriso ou um simples voto de bom dia.

Pequeno interlúdio: Sobre binóculos e Platonismo

Sou um observador. Essa parte da minha natureza me levou a você. Na maior parte do tempo sou um admirador silencioso, oculto e anônimo. Por isso planejo cursar fotografia. Tá, não é por isso, mas faz de conta que é.

Observar alguém leva o ser humano aos sentimentos platônicos. Passamos de observadores a admiradores num instante. Conquistados por tudo o que notamos, por olhares e vozes que nem sempre foram direcionados a nós.

Favor não confundir "Observador" com "Bisbilhoteiro" ou "Espião".  Sou só um cara tímido, como tantos por aí, e desta forma te confesso que não me aproximo pela pura falta de talento no ramo da conquista.

Incondicional, sim senhora. Ou senhorita.

Posso não fazer seu tipo. Você pode não aceitar meu jeitinho Heavy Metal de ser, e nem precisa. Para mim, acredite ou não, sua felicidade é o que importa. A minha também importa, veja bem. Mas não vinculo uma coisa a outra, e nem poderia faze-lo. Depositar nossa felicidade nas costas de outra pessoa é um erro clássico do ser humano e uma crueldade sem tamanho. Apesar de ser humano, demasiadamente humano, tento corrigir esse aspecto falho a todo instante. Uns dias são mais difíceis que outros.

Pequena conclusão inconclusiva

Escrever no improviso pode gerar um texto irregular como esse. A vida não é regular, caro (a) leitor (a). Quando seguimos o coração, e resolvemos dizer as coisas que surgem na ponta da língua, sem filtros, falamos de amor platônico, de binóculos e de coisas incondicionais.

Quando falamos dessas coisas, nos pintamos com tintas de cores bonitas. Incondicional? Quanta arrogância da minha parte. Observador? Devo ser um sujeito esquisito... Medo de mim. Platônico? Acho que nunca li Platão... Sentimental? Tá, agreed, isso eu sou mesmo.

Agora você pode me criticar por não concluir esse texto.

sábado, 1 de outubro de 2011

Afinal, Não Escrevi Poesias


Eu não sou poeta. Escrevi um monte de coisas, é verdade, mas nada foi poesia. Simplesmente organizei palavras e elas fizeram sentido. Mais para uns que para outros, mas para mim sempre. Assim como James Hetfield entende cada canção que escreveu (Sempre para si mesmo), também entendo minhas linhas.

Escrevi coisas poéticas, admito. Escrevi influenciado por amor, raiva... Medo. Escrevi sobre estrelas e comparei sorrisos com o Sol. Sim, meu amigo, escrevi coisas poéticas. Mas... nunca poesia. Nota a diferença? Vá ler Manuel Bandeira, e vai entender.

Poesia nunca foi tão acessível, tão acessível quanto coisas poéticas. Irônica a nossa era, onde a cultura está ao alcance dos dedos, mas ninguém lê. Ler requer interesse, paciência e tempo... Coisas que faltam no mercado. Mundo moderno, meus amigos, onde livros assustam. Crianças, isso é só o fim.

Mudando o assunto "de pato para ganso", andei pensando e lendo algumas coisas, e penso que os poetas tambem não escreveram tanta poesia. Aquele texto de Shakespeare que você colocou num video, aquela linda lição de vida nos seus "Slides"... não é de Shakespeare. "Muito barulho por nada" é, mas aquele texto não. Nunca percebeu que ele é moderninho? Você sabe de qual texto eu estou falando.

Numa entrevista do Luís Fernando Veríssimo (Com "S", viu?) descobri que o texto mais famoso que ele escreveu, ele nunca escreveu. Pois é, mundo moderno onde colocam palavras na nossa boca. Já perdi a conta de quantos textos foram atribuídos a autores famosos. Textos bonitos, cheios de razão e emoção, mas sem a alma dos autores que eles adotaram como pais.

Existe gente por ai escrevendo coisas que são verdadeiras pérolas. Pérolas modernas. Eles são anônimos, como você e eu, e alguem acha que seus textos devem pertencer a pessoas mais influentes. Isso é só o fim.

Eu nunca escrevi poesia. Talvez uns versinhos, algumas cartas de amor. Já escrevi coisas que dariam belas musicas. Heavy Metal, não MPB, afinal, nunca escrevi poesia.

Não sou famoso, nem poético, mas tive um texto roubado, juro!  Uma jovem camponesa de nobre coração pegou um dos meus textos e assumiu a autoria. Ela mudou o título para algo mais simples e óbvio. Poxa, adoro os títulos dos meus textos. Essa moça é o Shakespeare (E nada tem do celebre autor) que agora virou a autora do meu texto. E eu que pesquisei tanto sobre Dopamina, feniletilamina e ocitocina

Bem, estamos num mundo globalizado, certo? Ossos do oficio. De qualquer forma, minhas palavras alcançaram outros olhos, e no fim isso é que importa, não é? Tanto faz quem escreveu, o que realmente vale ouro é a mensagem transmitida. Veríssimo ou Bandeira, Meireles ou um Monocelha qualquer (Putz, me coloquei na lista? Sim, me coloquei, meu ego está inflado, mas ficou engraçado).

Bem, de qualquer forma eu fiquei bem irritado quando vi meu texto adulterado. Me senti meio "pirateado", sabe? E eu sou completamente contra a pirataria. Dai a César o que é de César. Da mesma maneira eu gostaria de conhecer os escritores verdadeiros das obras que vejo por ai motivando as pessoas. Poéticas ou não.

Mas que puxa, tantas linhas só porque nunca escrevi poesia.

sábado, 24 de setembro de 2011

Sobre Relógios e GPS


O que são oportunidades? Alguns me dizem que é o fato de você estar no lugar certo, na hora certa. Há sorte envolvida? Talvez. Gosto da palavra "Talvez", mas ela é perigosa. Quando você a ouve, sabe que não recebeu um "Não", mas tampouco recebeu um sim. O "Talvez" é o banho Maria das palavras. 

No lugar certo

Acho que estou no lugar certo. Não geograficamente falando, pois o mundo hoje é tão pequeno, que um país é quase um bairro, mesmo um pais continental como o nosso. Penso que "estar no lugar certo" é mais uma questão de "ser" do que de "estar". É um conjunto de coisas, sabe? Quando você passa a gostar da música certa, da pessoa certa... Quando entende seu papel na vida, mesmo que por um breve instante.

Na hora certa

Chegar na hora certa é que é realmente complicado. Você pode estar pronto, no lugar certo, e pode não encontrar o que procura. Aquela pessoa com a qual você sonha pode chegar antes, ou depois de você. Ambos no lugar certo, mas separados pelo tempo. Dizem que o tempo não existe, que é uma ilusão... Mas há algo que organiza os momentos. Você pode trabalhar si próprio, e alcançar o lugar certo em qualquer etapa da vida, mas chegar na hora certa não depende de você. Talvez dependa do destino, se houver um, talvez dependa do mero acaso. A vida é um jogo de dados?

Sincronicidade

Eis a questão, Hamlet, meu filho. Sincronicidade. Quando hora, lugar e almas se encontram. Quando você a olha, e ela olha para você. Quando a vaga de emprego é sua, quando você olha para o chão e encontra uma moeda. Quando você se move no mesmo ritmo que ela, quando ambos estão no mesmo local, naquele sentido menos geográfico do qual falei. A hora certa.

Talvez

Você e ela. Mesma hora, mesmo local, como os episódios do "Chapolim Colorado". Sincronia perfeita... Ou não? Macacos de mordam, lembra-se do "Talvez"? Pois é. Ninguém te diz que a hora chegou. Ai você a vê (a moça, não a hora) e não faz ideia de que ela está sintonizada com você. Você pensa, você diz "talvez". Você hesita e nada faz. A hora passa. Lá está você em cima do muro, no banho-maria do existir.

Oportunidades

Elas passam mesmo. Mas, assim como os raios  às vezes caem novamente no mesmo lugar, algumas delas voltam. Algumas. Depende do destino, sabe? Mesmo que eu não acredite nele. Questão de sorte? Sorte existe? Essa falta de fé nas coisas acaba comigo.

Onde você está? Está no lugar certo? Chegou cedo ou tarde? Tem alguem ai com você? É a pessoa certa? Talvez seja hora de olhar direito, e perceber se está no local certo. A hora certa pode ser agora, e você está demorando demais para se arrumar. Cada escolha representa uma renuncia, e se quiser pegar o ônibus certo, precisa sair de casa.

Hamlet, deixa de olhar essa caveira e mova-se. Você não tem o dia todo.

domingo, 31 de julho de 2011

There's No Free Lunch


Que caminho você quer seguir? Eu sei, você anda se perguntando isso com certa frequencia nos últimos dias. Não te condeno por esta dúvida, tendo eu mesmo uma muito similar. Similar, não igual. Decisões nunca são fáceis de se tomar, principalmente aquelas que viram nossa vida de cabeça para baixo.

Should I stay, or should I go?

Toda escolha implica em uma, ou mais, renuncias. Não é fácil abrir mão da segurança que se tem, das escolhas que já se fez no passado, mas uma escolha deve ser feita mesmo assim: Ir ou ficar, como na canção do The Clash. A existência pode ser definida como uma eterna sucessão de decisões, escolhas. Cada uma dessas escolhas nos leva a outra, a vida parece uma eterna bifurcação. Bem ou mal, doce ou salgado, verde ou azul.

Hunters and Prey

Nem sempre a escolha é nossa. As vezes nós fazemos parte das escolhas alheias, meros coadjuvantes na vida de terceiros. Mesmo assim, essas decisões e suas implicâncias podem fazer toda a diferença nas nossas vidas. Podem ser a diferença entre ser feliz ou triste, completo ou o oposto. Um dia somos caçadores, no outro somos caça.

There's no free lunch

Entre os administradores de empresas, grupo no qual me enquadro, existe um ditado: "There's no free lunch". Isso quer dizer que tudo tem um preço, cada ato feito ou negado, tem consequencias.

Isso segue a definição de uma coisa chamada "Custo de Oportunidade", que é o preço que você paga por cada escolha feita; Quando você se decide por assistir determinado filme no cinema, abre mão de assistir outros filmes no mesmo horário, ou de ir no teatro. Abre mão de estar em outro lugar, com outra pessoa, fazendo outra coisa. Isso é custo de oportunidade. Não há almoço de graça.

Balanço contábil

As vezes, como na contabilidade, tudo é uma questão de "Ativo e Passivo". Quando você é protagonista das escolhas, está ativo, e precisa impreterivelmente fazer a escolha. Mas a vida, bem, não é um jogo solitário. As vezes você só pode decidir até certo ponto, e então passa a ser passivo, à espera da decisão de outra pessoa. É como ficar no aquecimento, enquanto espera o técnico decidir se você entra, ou não, em campo.

O que faz você feliz?

Adoro aquele comercial onde a canção, na voz de "Seu Jorge", nos lança a questão: O que faz você feliz? Portanto faço uso desta simples questão aqui.

Na dúvida, essa questão pode ser um ótimo guia, mesmo que às vezes soe meio egoísta. Afinal de contas, não é isso que todos queremos? Eu quero ser feliz.  Um modificador nas decisões é o fato de querermos a felicidade alheia. não vejo problema em esquecer de mim por alguns instantes, se isso for necessário para te fazer feliz. 

Você e eu

Somos uma escolha entre várias. São tantos os cenários, que nem Einstein, ou a "Teoria das cordas" são capazes de detalhar. As vezes sou eu sozinho, aqui e acolá. As vezes é você, lá e de volta outra vez. Em outras vezes, e essas são minhas preferidas, somos nós, juntos por todo canto. No sofá da sala ou na mesa da cozinha. No cinema ou no banco do parque. 

Darling, you've got to let me know

"Should I stay or should I go?
If you say that you are mine
I'll be here 'til the end of time
So you got to let me know
Should I stay or should I go?"

Pílula azul ou vermelha... Eu só posso te mostrar a porta: Atravessa-la é com você.

Afinal, o que faz você feliz?

domingo, 24 de julho de 2011

Sobre Pedais e Casamento

Comprei uma bicicleta, Pronto, falei. Foi meu jeito de responder ao antigo dilema que pressiona a humanidade: "Casar ou comprar uma bicicleta?". "Comprei-a-a", como diria "Armando Volta" (Aquele da "Escolinha do Professor Raimundo").

Eu abandonei o hábito de pedalar (no qual nunca fui muito bom, diga-se de passagem) em 2003, quando adquiri meu saudoso Tempra... Não, meu Tempra nunca quebrou, e nem bebia tanto quanto você pensa. Enfim, foram anos adquirindo um perfil sedentário, até me tornar Sênior.

Acabei de perceber que não aguento meia hora de pedalada. Ridículo! Ganhar algum condicionamento vai dar trabalho. Comprei uma boa "Bike T-Type" da Caloi, um "Ipod Shuffle" e até um par de luvas de ciclismo. Que o Capitalismo me dê fôlego!

Hoje foi só o segundo dia dessa nova fase. Sem casamento, pois ainda estou batalhando um certo coração, mas com bicicleta, que definitivamente é mais fácil de conquistar.

Pedalar me causou a mesma sensação da paixão: Perdi o fôlego, o coração acelerou e comecei a falar suspirando: Acho que finalmente entendi o sentido do tal dilema, aquele do inicio do texto. A diferença é que eu ouvi musicas agitadas, ao invés das clássicas melodias amorosas.

Não pretendo dormir abraçado com a bicicleta, isso seria patológico e nada confortável, portanto o amor de uma mulher ainda é muito bem vindo, veja bem. Somente as curvas das ruas não aquecem a alma deste ser solitário. Mas é um começo, não?

Que venha 2012, pois pretendo estar preparado.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sobre Você ou Para você


Tenho te olhado faz um tempo, sabe? Calma, não sou nenhum stalker, nenhum vendedor de enciclopédia e nem mesmo o Sting cantando "Every breath you take". Queria que fosse o Sting, né? Mas sou eu. Ponto e exclamação.

Engraçado é o fato de você ter me visto primeiro, e tendo feito isso, fisgou minha atenção. Arrebatou meus olhos no primeiro lance do leilão. Naquele momento eu estava mais para "relaxado, distraído, deixando a maré ir-e-vir".

Nunca te olhei nos olhos, mas ainda assim vi neles certa tristeza. Uma coisinha lá no fundo, escondida em cada música que você ouve. Nunca escutei sua voz, mas nela deve haver qualquer coisa de menina que quer ser a mais feliz das princesas. E merece ser, isso eu vi no seu sorriso, sempre retratado por uma porção de megapixels. Um sorriso do tamanho do coração que bate ai dentro de você. Tô errado?

Preste atenção em mim, o Sting não veio, só o citei para te roubar um sorriso.

A questão é que eu reconheço os traços da sua alma, cada cor e cada tom (Um oferecimento "Cor & Ton"). Reconheço em você a menina-mulher, movida por paixão, desprendida de rótulos. Tem força, não tem? Dá para ver. O brilho que eu vejo em você, me diz que você enxerga o mundo todo. E eu acho um absurdo a possibilidade de o mundo não te enxergar como você é.

Nos seus tornozelos eu noto correntes, impostas, postas em você, como se o mundo não te pertencesse, como se você fosse algum tipo de Rapunzel numa torre invisível. Cada vez que seus pés roçam as correntes, ouço seu suspiro. Só te deixam ver os quadros, obras de arte sem sabor de vento, chuva ou de terra.

Então, para você, cujo o nome representa a superioridade de espírito sobre a atraente efemeridade das paixões  inúteis, eu quero dizer: Não deixe as correntes tocarem seus pés. O Amor não põe algemas, o amor não joga. É escolha, e ser escolhido. É ir até as montanhas e gritar ao mundo o mais ínfimo desejo do coração. É confiança, é segurança e te deixa com frio na barriga. Te despenteia o cabelo.

Quando penso em você, penso em laços, como mostrou a Raposa ao Pequeno Príncipe:
 

"...Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música..." 

Deixe que te cativem. Deixa que estendam a mão para a menina, cheia de vida, que mora no seu coração. E não se esqueça, pequena princesa:

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Baixa Esse Escudo, Criatura!


Você me diz que não vai dar certo. Sem duvida essa é uma possibilidade. Mas, é apenas uma das tais possibilidades. Não olhe o mundo de uma maneira tão pessimista. Você quase sempre diz que o copo está meio vazio.

Você já caiu do cavalo algumas vezes, eu sei, e isso é que te deixou insegura. Tantos joelhos ralados de deixaram num eterno estado de defesa. Tem horas que você parece o Pink, personagem do álbum "The Wall" do Pink Floyd. Seu muro precisa ser tão alto?

Olhe ao redor: Eu também já cai um monte de vezes, seu vizinho deve ter caido algumas vezes também. Mas, se eu tivesse me trancado com meus livros, como um dia cantaram Paul Simon e Art Gafunkel, teria perdido as melhor parte da minha vida.

Tem alguém que gosta de você, bem ali, e você nunca viu. Está de olhos fechados, ouvidos tampados e cantando "Lá, lá, lá". Baixa esse escudo, criatura!

Tem medo? E daí? Nunca leu que coragem não é ausência de medo? Coragem é o fato de agir, apesar do medo! (Eu li isso na internet, mas deve ser verdade).

Você parece um Tatu, daqueles que ficam encolhidos em posição fetal, sei lá. É como aquelas avestruzes que enfiam a cabeça na terra (Calma, não estou dizendo que você parece um avestruz literalmente).

Tô ouvindo Helloween, "Where the rain grows", por isso pensei em você. Um monte de musicas me faz pensar em você, mas eu nunca te digo, pois pode parecer bobagem.

Que tal você sair para respirar um pouco, hein? Vai te fazer bem. Não, não vá vestindo casaco, chapéu e Ray Ban.

Você não está sozinha, mas pode ficar se fizer essa escolha.
Se eu fosse você eu tomaria a pílula vermelha, e veria até onde vai a toca do coelho.

(É, sou tão Nerd que resolvi citar Matrix)

domingo, 1 de maio de 2011

No cinema, Figurate!


Quero fazer uma queixa. É isso mesmo. Preste atenção, é com você.

Você gosta de ir ao cinema (Ou ir no cinema, sei lá). Eu também gosto, e não é difícil me encontrar em um dos cinemas da cidade onde moro.

Sendo assim, a chance de freqüentarmos (Tá, sei que a reforma ortográfica derrubou o trema, mas sou old school) as mesmas salas, de vermos os mesmos filmes e de sentarmos próximos um do outro é maior do que ganhar no bingo da terceira idade.

Dessa forma (Pois eu já usei "Sendo assim" no parágrafo anterior) quero lembrá-lo(a) de que cinema exige silêncio. Cinema exige um comportamento civilizado, e exige caminhões de respeito.

Você fala demais durante o filme, e fica fazendo barulho com aqueles pacotes de salgadinho. Você chuta a minha cadeira, você se levanta no meio da projeção. Tu é muito chato(a).

Sabe, não pago para ver esse festival desnecessário de calhordice. Portanto, esvazie seu joelho antes da sessão. Converse sobre a balada na praça de alimentação. Não coma salgadinhos barulhentos, com pacotes mais barulhentos ainda. Mande ver na pipoquinha.

Cinema é caro, sabe? Se é para bagunçar, alugue um DVD. 

Obrigado.

PS: Não faça download, é feio e destrói a indústria.

domingo, 10 de abril de 2011

The choice I never had


Normalmente eu acho as adaptações de livros para o cinema bastante inferiores. Tá, a torcida do Flamengo e eu. Mas, diferentemente da torcida do flamengo, sei que são mídias diferentes, que contam estórias de maneiras distintas. 

Mas eu quero falar de exceções. Hoje eu assisti, pela milionésima vez, a adaptação cinematográfica de "Entrevista com o vampiro", e esse é um filme sensacional.

Eu tenho o livro, sabe? Mas toda vez que o folheio, penso que ele deveria ter mais do filme. Tem um detalhe que faz muita diferença, uma simples linha que há no filme, em dois momentos:

"Don't be afraid. I'm going to give you the choice, I never had"

Vá numa locadora, não faça download, e ouça o que Louis tem a dizer, e descubra que escolha ele fez quando Lestat o abraçou.

sábado, 9 de abril de 2011

Texto Nunca Escrito

Desisti de escrever esse texto. Desisti, simples assim, antes de começar. Estou vendo TV, entende? Aquela caixinha colorida, que lança raios catódicos.

Estou assistindo ao "Que marravilha!", aquele programa do Claude Troisgros, tá ligado? No GNT. Estou assistindo o programa, e postando poemas improvisados numa rede social. 

Estou vendo um descendente de japoneses aprendendo a cozinhar para a namorada, enquanto recebo criticas de anônimos na tal rede social.

Podia ouvir Metallica? Podia. Podia ler meu exemplar de "Os três mosqueteiros"? Podia. Mas eu gosto de alguns programas de culinária do GNT. Engraçado que sou bastante enjoado para me alimentar, e duvido que seja capaz de experimentar as receitas que vejo. E viva o X-Bacon e o Cheddar McMelt.

Para um texto abortado, até que me expliquei muito, não acha?

domingo, 3 de abril de 2011

Juntas Enferrujadas!


E finalmente percebi que não escrevi um só texto em 2011. O tempo voa, a gente nem percebe. Ensaiei um retorno por tantas vezes, comecei parágrafos tantas vezes, desisti vezes demais.

Veja como estou enferrujado: No segundo parágrafo e ainda não tenho um tema. Em outros tempos eu já teria enchido isso aqui de referencias musicais ou "nerds". São os tempos, meu amigo, são os tempos.

Já escrevi sobre um monte de coisas, entre músicas e sentimentos. Meu receio é reescrever tudo, e reescrever pior. Talvez escrever esse texto seja uma maneira de tirar o pó, de fazer as pazes com a palavra escrita. Talvez seja eu me desculpando por tanta preguiça!

Acho que vou começar a escrever textos curtos. Ando lendo blogs que adotam esse estilo, e a coisa flui bem! Te enrolo pouco, me enrolo pouco e escrevo mais textos por semana. Rendimento é tudo.

Veja como esse texto foi curto... e ainda tem uma imagem ilustrando! Tá, não citei músicas, bandas ou heróis de HQ. Mas calma: Eu chego lá!

Enquanto isso, vai lendo uns trecos de 2008!!!