quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sobre Você ou Para você


Tenho te olhado faz um tempo, sabe? Calma, não sou nenhum stalker, nenhum vendedor de enciclopédia e nem mesmo o Sting cantando "Every breath you take". Queria que fosse o Sting, né? Mas sou eu. Ponto e exclamação.

Engraçado é o fato de você ter me visto primeiro, e tendo feito isso, fisgou minha atenção. Arrebatou meus olhos no primeiro lance do leilão. Naquele momento eu estava mais para "relaxado, distraído, deixando a maré ir-e-vir".

Nunca te olhei nos olhos, mas ainda assim vi neles certa tristeza. Uma coisinha lá no fundo, escondida em cada música que você ouve. Nunca escutei sua voz, mas nela deve haver qualquer coisa de menina que quer ser a mais feliz das princesas. E merece ser, isso eu vi no seu sorriso, sempre retratado por uma porção de megapixels. Um sorriso do tamanho do coração que bate ai dentro de você. Tô errado?

Preste atenção em mim, o Sting não veio, só o citei para te roubar um sorriso.

A questão é que eu reconheço os traços da sua alma, cada cor e cada tom (Um oferecimento "Cor & Ton"). Reconheço em você a menina-mulher, movida por paixão, desprendida de rótulos. Tem força, não tem? Dá para ver. O brilho que eu vejo em você, me diz que você enxerga o mundo todo. E eu acho um absurdo a possibilidade de o mundo não te enxergar como você é.

Nos seus tornozelos eu noto correntes, impostas, postas em você, como se o mundo não te pertencesse, como se você fosse algum tipo de Rapunzel numa torre invisível. Cada vez que seus pés roçam as correntes, ouço seu suspiro. Só te deixam ver os quadros, obras de arte sem sabor de vento, chuva ou de terra.

Então, para você, cujo o nome representa a superioridade de espírito sobre a atraente efemeridade das paixões  inúteis, eu quero dizer: Não deixe as correntes tocarem seus pés. O Amor não põe algemas, o amor não joga. É escolha, e ser escolhido. É ir até as montanhas e gritar ao mundo o mais ínfimo desejo do coração. É confiança, é segurança e te deixa com frio na barriga. Te despenteia o cabelo.

Quando penso em você, penso em laços, como mostrou a Raposa ao Pequeno Príncipe:
 

"...Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música..." 

Deixe que te cativem. Deixa que estendam a mão para a menina, cheia de vida, que mora no seu coração. E não se esqueça, pequena princesa:

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

1 comentários:

Lais disse...

Existem presentes que surpreendem... como aqueles que alguém passa diante de uma loja e compra pq lembrou da gente, mesmo ñ sendo nosso aniversario.
Mas ser lembrada assim, através de um texto tão significativo é como ganhar uma caricia...
Vc é um amante das palavras, talvez por isso carregue sensibilidade na alma.
Lindo!!