sábado, 8 de outubro de 2011

Pequeno Texto Escrito Pela Metade


Incondicional, aquele que não impõe condições. Sentimentos, atitudes e mais o que quer que seja. Fato é, no mundo egoísta em que vivemos, que o incondicional é visto com maus olhos. Como assim você é capaz de oferecer algo, sem querer nada em troca?

Que motivo eu te dei para que gostasse de mim? Talvez nenhum, talvez todos. Te ofertei minha verdade, composta de qualidades e defeitos. Não que houvesse planos de receber algo em troca, veja bem, só fui eu mesmo, sem letras miúdas. Verdade seja dita, não oferto isso a qualquer pessoa.

Então você me pergunta o que me faz gostar de você. Sei lá, talvez o jeito que você mexe nos cabelos? Ou o jeito que sorri quando pensa que não há olhos te observando. Talvez eu goste desse seu jeitinho de não me entender. O seu jeitinho de não ver sentido no que é incondicional.

Aquele que não impõe condições?

Será mesmo? Quando paro para me questionar, feito um maluco que fala sozinho, me coloco esta duvida. Deve ser insegurança, ou talvez seja aquela voz influenciada pelo meio em que vivemos, me dizendo que sou tão egoísta quanto o mundo que vejo na TV.

Não te peço nada em troca, mas não reclamo se receber. Acho que alimento um egoísmo velado, que leva ao ciúmes e à ruína. John Lennon entenderia. He was just a jealous guy.

Quem é mais sentimental que eu?

Quando me pego pensando e sentindo, achando ser incondicional, me flagro carente. Talvez eu não seja tão nobre, ou talvez simplesmente não seja tão auto-suficiente. Gostar de algo é igual a desejar algo. Gostar de alguém, é querer alguém. Um abraço, um beijo. Um sorriso ou um simples voto de bom dia.

Pequeno interlúdio: Sobre binóculos e Platonismo

Sou um observador. Essa parte da minha natureza me levou a você. Na maior parte do tempo sou um admirador silencioso, oculto e anônimo. Por isso planejo cursar fotografia. Tá, não é por isso, mas faz de conta que é.

Observar alguém leva o ser humano aos sentimentos platônicos. Passamos de observadores a admiradores num instante. Conquistados por tudo o que notamos, por olhares e vozes que nem sempre foram direcionados a nós.

Favor não confundir "Observador" com "Bisbilhoteiro" ou "Espião".  Sou só um cara tímido, como tantos por aí, e desta forma te confesso que não me aproximo pela pura falta de talento no ramo da conquista.

Incondicional, sim senhora. Ou senhorita.

Posso não fazer seu tipo. Você pode não aceitar meu jeitinho Heavy Metal de ser, e nem precisa. Para mim, acredite ou não, sua felicidade é o que importa. A minha também importa, veja bem. Mas não vinculo uma coisa a outra, e nem poderia faze-lo. Depositar nossa felicidade nas costas de outra pessoa é um erro clássico do ser humano e uma crueldade sem tamanho. Apesar de ser humano, demasiadamente humano, tento corrigir esse aspecto falho a todo instante. Uns dias são mais difíceis que outros.

Pequena conclusão inconclusiva

Escrever no improviso pode gerar um texto irregular como esse. A vida não é regular, caro (a) leitor (a). Quando seguimos o coração, e resolvemos dizer as coisas que surgem na ponta da língua, sem filtros, falamos de amor platônico, de binóculos e de coisas incondicionais.

Quando falamos dessas coisas, nos pintamos com tintas de cores bonitas. Incondicional? Quanta arrogância da minha parte. Observador? Devo ser um sujeito esquisito... Medo de mim. Platônico? Acho que nunca li Platão... Sentimental? Tá, agreed, isso eu sou mesmo.

Agora você pode me criticar por não concluir esse texto.

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